Métodos fônicos

Os métodos fônicos também são conhecidos por métodos sintéticos ou fonéticos. Partem das letras (grafemas) e dos sons (fonemas) para formar, com elas, sílabas, palavras e depois frases. No principal modelo de Método Fônico utilizado pelos professores alfabetizadores, as crianças não pronunciam os nomes das letras, mas sim os seus sons.


O “MÉTODO DA ABELHINHA" – ORIGEM E PROPOSTA DE ENSINO










O referido método é de autoria de Alzira Sampaio Brasil da Silva, Lúcia Marques Pinheiro e Risoleta Ferreira Cardoso, educadoras com ampla experiência de ensino e pesquisa que, criaram o método que foi experimentado na Escola Guatemala, na cidade do Rio de Janeiro, em 1965 (CARVALHO, 2005).

A evidência na memorização dos sons e a preocupação com a leitura são características fundamentais do “Método da Abelhinha”, que foi assim denominado em razão da História da Abelhinha que acompanha o Guia do Mestre e o Guia de Aplicação, cujo o personagem da abelhinha tem grande importância no enredo da história. Na utilização do método em estudo são usados prioritariamente recursos fônicos e visuais

O “Método da Abelhinha” apresenta três etapas seguidas de objetivos, duração,

recomendações e sugestões de atividades. De acordo com os Guias, as etapas são

as seguintes: Período Preparatório ou Integração da Criança, História ou Início da

Alfabetização e Completando a Alfabetização.

A segunda etapa do “Método da Abelhinha” denominada de História ou Início da Alfabetização é considerada o ponto central do método, pois através da apresentação da “História da Abelhinha” organizada de forma continuada e dividida em sete capítulos, os personagens são apresentados e associados a sons e letras.

Do segundo ao quinto capítulo da História ou Início da Alfabetização as consoantes são apresentadas seguindo a seqüência do “Método da Abelhinha”, no entanto, sendo introduzidas uma de cada vez e paralelamente são realizados exercícios de fixação, interligando os sons aos personagens da história. Dentre as atividades que podem ser realizadas podemos destacar: leitura oral, cópia de sons, identificação do som inicial, união de consoantes e vogais, ditado, identificação das vogais e consoantes maiúsculas e minúsculas e a utilização dos cartazes e código de sons.

Para diversificar o trabalho no dia-a-dia da sala de aula a professora pode utilizar o

alfabeto mural (cartazes) ou código de sons. No Guia do Mestre e de Aplicação são

indicados materiais para a utilização do método, entre eles o alfabeto mural:

composto de vinte e três cartões coloridos, com as letras integradas aos desenhos

dos personagens da “História da Abelhinha” e o código de sons: que reproduz os

cartazes murais em tamanho pequeno, utilizado para atividades de fixação de sons.









REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:



SILVA, Almira Sampaio Brasil da; PINHEIRO, Lúcia Marques; CARDOSO, RisoletaFerreira. Método misto de ensino da leitura e da escrita e história da abelhinha

– Guia do mestre. 8. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, s/d.SILVA, Almira Sampaio Brasil da; PINHEIRO, Lúcia Marques; CARDOSO, RisoletaFerreira. Método misto de alfabetização – Guia de aplicação. São Paulo:

Companhia Editora Nacional, s/d.

AMÂNCIO, Lázara Nanci de Barros; CARDOSO, Canciolina Janzkovski. Fontes para

o estudo da produção e circulação de cartilhas no Estado de Mato Grosso. In:

FRADE, Isabel Cristina Alves da Silva; MACIEL, Francisca Izabel Pereira (orgs.).

História da Alfabetização: produção, difusão e circulação de livros (MG/ RS/ MT

– Séc. XIX e XX). Belo Horizonte: UFMG/FaE, 2006.

CARVALHO, Marlene. Alfabetizar e letrar: um diálogo entre a teoria e a prática.

Petrópolis, RJ: Vozes, 2005.